Visita ao Memorial da Resistência
Eram
celas pequenas, minúsculas na verdade, sombrias, escuras, que exalavam terror e
dor. Gravuras de antigos presos nas paredes, nomes e datas diversas, mas todos
entre 1964 e 1985. A acústica aumenta a tenebrosidade do local, o eco das vozes
e dos passos era um toque especial.
Essa
foi a descrição do prédio do Memorial da Resistência de São Paulo, visitado
pelos alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio nessa sexta-feira (19/09/14) em uma
excursão para São Paulo na companhia das professoras Vera (Português), Carol
(Português e Redação), Maria Creusa (Arte-História da Arte) e do professor Gustavo
Miragaia (História e Sociologia).
O Memorial da Resistência de São Paulo é uma
instituição dedicada à preservação das memórias da resistência e da repressão
políticas do Brasil no período ditatorial (1964 – 1985). Após vários pedidos de
ex-presos políticos, de familiares de mortos e de desaparecidos, de algumas
organizações de Direitos Humanos e de instâncias governamentais junto ao Poder
Público, a administração do antigo prédio do DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem
Política e Social de São Paulo) foi
transferida da Secretaria de Justiça para a Secretaria de Estado da Cultura em
1998 e, a partir daí, surgiram várias propostas com vistas a novos usos e significados
para o edifício.
A Pinacoteca do Estado, atendendo às solicitações da Secretaria de Estado
da Cultura de São Paulo, desenvolveu um projeto com perspectivas museológicas
para o Memorial da Liberdade, que, posteriormente, mudou de nome às custas de
reclamações de ex-presos políticos que discordaram do uso do termo
"liberdade" em associação às torturas e mortes ocorridas no interior
do prédio, o qual passou a se chamar Memorial da Resistência de São Paulo,
inaugurado em 24 de janeiro de 2009.
O
museu é dividido em várias seções, a maioria foi construída dentro de antigas
celas, que, no passado, serviram para o confinamento de pessoas consideradas um
perigo para a Ditadura. Na parte de fora, logo ao lado do prédio, podíamos
andar por um corredor, no qual os presos tomavam “banho de sol”. As primeiras a serem visitadas foram salas
que retratavam a repressão artística e cultural da época, além de contar um
pouco sobre o DEOPS. Outra parte interessante do Memorial é um ambiente cujas
paredes possuem uma linha do tempo, que abrange desde um pouco antes do golpe militar
até o final da ditadura e, no centro desse local, há uma maquete que mostra
detalhadamente como era o prédio naqueles anos, feito com base nos depoimentos
dos encarcerados da época.
Um
ótimo lugar para quem quer um passeio que une a história com a tecnologia, sem
perder a aura que pede o tema. Para os amantes da história, um lugar
sensacional. Vale a pena visitar!





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