quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Visita ao Memorial da Resistência

Eram celas pequenas, minúsculas na verdade, sombrias, escuras, que exalavam terror e dor. Gravuras de antigos presos nas paredes, nomes e datas diversas, mas todos entre 1964 e 1985. A acústica aumenta a tenebrosidade do local, o eco das vozes e dos passos era um toque especial.

Essa foi a descrição do prédio do Memorial da Resistência de São Paulo, visitado pelos alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio nessa sexta-feira (19/09/14) em uma excursão para São Paulo na companhia das professoras Vera (Português), Carol (Português e Redação), Maria Creusa (Arte-História da Arte) e do professor Gustavo Miragaia (História e Sociologia).

O Memorial da Resistência de São Paulo é uma instituição dedicada à preservação das memórias da resistência e da repressão políticas do Brasil no período ditatorial (1964 – 1985). Após vários pedidos de ex-presos políticos, de familiares de mortos e de desaparecidos, de algumas organizações de Direitos Humanos e de instâncias governamentais junto ao Poder Público, a administração do antigo prédio do DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo) foi transferida da Secretaria de Justiça para a Secretaria de Estado da Cultura em 1998 e, a partir daí, surgiram várias propostas com vistas a novos usos e significados para o edifício.

A Pinacoteca do Estado, atendendo às solicitações da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, desenvolveu um projeto com perspectivas museológicas para o Memorial da Liberdade, que, posteriormente, mudou de nome às custas de reclamações de ex-presos políticos que discordaram do uso do termo "liberdade" em associação às torturas e mortes ocorridas no interior do prédio, o qual passou a se chamar Memorial da Resistência de São Paulo, inaugurado em 24 de janeiro de 2009.

O museu é dividido em várias seções, a maioria foi construída dentro de antigas celas, que, no passado, serviram para o confinamento de pessoas consideradas um perigo para a Ditadura. Na parte de fora, logo ao lado do prédio, podíamos andar por um corredor, no qual os presos tomavam “banho de sol”.  As primeiras a serem visitadas foram salas que retratavam a repressão artística e cultural da época, além de contar um pouco sobre o DEOPS. Outra parte interessante do Memorial é um ambiente cujas paredes possuem uma linha do tempo, que abrange desde um pouco antes do golpe militar até o final da ditadura e, no centro desse local, há uma maquete que mostra detalhadamente como era o prédio naqueles anos, feito com base nos depoimentos dos encarcerados da época.

           
         Um ótimo lugar para quem quer um passeio que une a história com a tecnologia, sem perder a aura que pede o tema. Para os amantes da história, um lugar sensacional. Vale a pena visitar! 













Nenhum comentário:

Postar um comentário